domingo, 2 de junho de 2013

rimas misturadas com a terra

Uma bala, quando é perdida,
nunca mais se acha.
Ela vem voando rápido...
e no crânio se encaixa.

Não era isso que eu esperava
dessa minha terra...
Todo o meu dinheiro,
voando direto pra Inglaterra?!
ou pros Estados Unidos
dessa porra de América?!

E hoje todo pai bem sabe,
que o filho não tem como estudar.
O Governo quer nos comer vivos,
a gente vai ter que revidar!

Adquirir dignidades
em várias prestações...
Repensar lugares:
as favelas, e as prisões.

Às vezes me perguntam
se eu sou sóbrio.
É claro que sim,
não me alimento desse ópio!

Religião? Política?
Papo Furado!
De boas intenções o Inferno
e o Senado estão lotados.

Contra o crime,
eu ergo a minha arte!
Contra a injustiça,
eu faço a minha parte.

Construo os meus versos
em meio à essa guerra,
e as minhas rimas?
Eu misturo com a terra.

A terra, pra onde vou
bem fundo
quando do meu corpo
se fizer mais um defunto.

Mas por enquanto eu viajo
por este meu país,
falando por todo aquele
que se diz um infeliz,
todo aquele que supostamente
não tem voz,
só porque não foi "educado",
porque não tem uma pós.

Mas uma coisa eu te digo,
meu irmão:
Essa gente sabe quem é,
eles sabem onde estão,
mas isso você não vê
na porra da televisão.

Por isso, fica meu recado:
a guerra começou, não vá ficar parado.

No final, de fé e de honra
você tem que estar armado.

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